Dicas & Guias
Sobre o período que vivemos (primavera de 2020) e como vivê-lo o melhor possível
Não repetiremos aqui informações atualizadas ao minuto, apenas um alerta para a oportunidade que todos temos para acolher a consciência de quem somos, do quanto somos interdependentes, do valor que tem, para todos, a vida e o bem-estar de todos os outros, por mais distantes que se encontrem.
Esta oportunidade de nos focarmos no que é mesmo essencial está a surgir, contudo, intempestivamente e isso confronta-nos com a (pequena) margem de controle que temos sobre quase tudo, em boa verdade. Cada um de nós vive essa incerteza generalizada de modo diverso.
E é normal (ou seja, é o mais frequente) que esta experiência gere preocupação, ansiedade, medo ou mesmo algum descontrole. Esta experiência tem efeitos no corpo, no pensamento e na relação com os outros.
Encontre aqui…
Veja aqui algumas indicações úteis para si e para partilhar com outros:https://www.facebook.com/ordemdospsicologos/videos/2534918683416917/
Se o seu mal estar for excessivo e persistente, procure ajuda.
Estamos aqui para isso!
* Pais, família e amigos
Pais, família e amigos
Aqui estão alguns sinais comuns de que um amigo precisa de ajuda para lidar com problemas emocionais ou problemas de saúde mental:
– Depressão ou apatia que interfere nas obrigações ou na participação em atividades sociais;
– Falta de habilidades para lidar com problemas do dia-a-dia ou reações extremas a determinadas situações;
– “Elevações” extremas do comportamento, conhecidas como mania, que podem incluir pensamentos precipitados, explosões de energia, insónia e comportamento compulsivo (como gastos excessivos ou comportamento sexual promíscuo);
– Ansiedade ou stress severo;
– Sentimentos constantes de tristeza ou desesperança;
– Maior uso de álcool ou drogas.
É importante lembrar que você não é um terapeuta e não é seu trabalho fornecer tratamento. O seu papel é apoiar e incentivá-los a procurar a família, o centro de aconselhamento ou outro profissional médico como primeiro passo – mesmo que você não entenda completamente o problema ou sua gravidade.
Apesar das suas boas intenções, o seu amigo pode relutar em aceitar a possibilidade de ter um distúrbio emocional e não reagir de maneira positiva ao apoio. Ele pode até dizer que a melhor maneira de o ajudar é “recuar”, deixá-lo sozinho ou ignorar o problema, mas é importante que você não faça isso.
O que pode fazer então?
– Fique junto dele ou dela, aproxime-se, observe, escute sem julgar.
– Informe e apoie, seja positivo e encorajador, por exemplo, tente ajudá-lo a planear ou cumprir tarefas em atraso.
– Procure ajuda profissional especializada e incentive a pessoa a obtê-la.
– Insista na importância de procurar ajuda – lembre-se: muitos distúrbios emocionais exigem apoio profissional e não são algo que as pessoas possam resolver sozinhas.
Não se esqueça que está a proteger o seu amigo, se achar necessário contar a um profissional sobre o problema sem o consentimento do seu amigo.
Assumir alguma responsabilidade por um amigo em sofrimento emocional pode ser extremamente stressante e desgastante; lembre-se de reconhecer os seus próprios limites e cuidar da sua própria saúde emocional!!!
Quando vemos alguém triste, zangado ou ansioso, é nosso instinto perguntar “o que se passa contigo?” No entanto, alguém que lida com um problema de saúde mental pode ter certos pensamentos ou sentimentos que não estão relacionados a uma situação ou evento específico e que não se encontra capaz de pôr em palavras, num dado momento. Portanto, ao abordar um amigo que está mostrando sinais de um problema ou lidando com sofrimento emocional, é importante ser paciente e solidário. Talvez você não seja capaz de entender como o seu amigo está se sentindo e pode parecer desconfortável ou desagradável discutir questões pessoais e emocionais, mas você pode ouvir e dizer-lhes que não estão sozinhos.
Aqui estão alguns pontos-chave que você pode comunicar com um amigo em necessidade.
“Todos nós passamos, de vez em quando, por tempos difíceis.” O seu amigo pode sentir-se sozinho ou sentir que ninguém pode entendê-lo ou ajudá-lo. Por isso mostre ao seu amigo que isso é normal , dando-lhe um exemplo de um momento em que você ou alguém que você conhece também lutou e precisou de apoio.
“Vais conseguir sentir-te melhor.” O seu amigo pode sentir-se sem esperança ou pensar que pedir ajuda é um sinal de fraqueza. Por isso, é importante fazê-lo ver que buscar apoio é o primeiro passo para se sentir melhor. Os problemas de saúde mental são tratáveis e gerenciáveis uma vez identificados, portanto, às vezes, precisamos de apoio psicológico da mesma maneira que precisamos de outros exames médicos.
“Não há problema em pedir ajuda.” Lembre-se de que nossos antecedentes, culturas e experiências podem ter um enorme impacto na maneira como vemos a procura de ajuda. Algumas pessoas podem vir de famílias ou culturas onde pedir ajuda ou procurar um profissional de saúde mental é evitado ou considerado fraco. Pensar no motivo de um amigo estar relutante em obter ajuda pode ser importante para decidir como sugerir que ele busque apoio.
Se você está preocupado com o fato de um amigo estar pensando em fazer mal a si próprio ou a alguém, é importante que você não tente lidar sozinho com essa situação. Você pode entrar em contacto com um profissional de saúde mental na sua comunidade e/ou escola, pedir orientação em algum dos números SOS listados abaixo. Se houver uma ameaça imediata de dano, ligue para o número de emergência 112.
Necessidades educativas específicas
Pode consultar vários conteúdos sobre apoio à pessoa com Deficiência no balcão incluIES, em https://www.dges.gov.pt/pt/pagina/introducao?plid=1752 . Uma iniciativa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.
– Guias de apoio para estudantes
– Brochuras de apoio para docentes
Situações de emergência
O GIPE poderá não conseguir responder a todas as necessidades (horários noturnos, etc…). Como primeira orientação, aqui ficam algumas linhas telefónicas que em Portugal podem fornecer apoio imediato em algumas situações:
Linha SAÚDE 24 – 808 24 24 24 – www.saude24.pt
Intoxicações – 808 250 143 (24h por dia)
SOS Voz Amiga (16h – 24h) 213 544 545 / 91 280 26 69 / 96 352 46 60
Linha Vida SOS Droga (10h às 20h) – 1414 – 1414@sicad.min-saude.pt
Sexualidade em Linha – 808 222 003
Linha SOS Grávida – 808 20 11 39 (10h às 18h, dias úteis)
Linha SOS Sida – 800 20 10 40 (17h às 21h30)